Nossa "invejinha" dos diabéticos que controlam os hormônios em casa, pode estar com os dias contados!

19/12/2013 16:50

FONTE G1

Chips contêm proteínas que identificam os níveis de hormônios TIREOIDIANOS no sangue.
Método feito em São Carlos cria possibilidade de fazer o exame em casa.

 

Suzana AmyuniDo G1 São Carlos e Araraquara

 
 
 

                       Um sensor desenvolvido na Universidade de São Paulo (USP) em São Carlos (SP) pode agilizar a identificação de possíveis alterações na tireoide, glândula que regula o metabolismo. Depois de concluído, o método deve se transformar em um equipamento parecido com aqueles que medem o nível de glicose nos diabéticos e, então, o paciente terá a possibilidade de fazer o exame em casa.

Para chegar aos resultados, os pesquisadores inseriram em chips uma proteína que identifica os vários hormônios dessa glândula. Esses filetes são colocados em contato com o material coletado do paciente e por meio de um sistema elétrico é revelada qual a concentração dos hormônios no sangue.

“Uma punção no dedo, por exemplo, e uma gotinha de sangue colocada em contato com esse chip seria suficiente para, em alguns minutos, ele ter a quantificação dos principais hormônios da tireoide”, explicou o pesquisador Valtencir Zucolotto.

Chips contêm proteínas que identificam hormônios da tireoide (Foto: Felipe Lazzarotto / EPTV)Chips contêm proteínas que identificam hormônios
da tireoide (Foto: Felipe Lazzarotto / EPTV)

A intenção dos pesquisadores é facilitar o diagnóstico. “Atualmente, o exame que é feito de maneira tradicional, com coleta de amostra e envio para laboratórios clínicos, leva pelo menos alguns dias dependendo da necessidade médica. Com esse método, seria bem mais rápido”, falou Zucolotto.

Para os pacientes que precisam fazer exames periódicos, a notícia é animadora. A auxiliar de escritório Paula Martins descobriu, há oito anos, que tem hipotireoidismo e já conhece bem essa rotina.

“A dosagem do hormônio que deixa o seu hormônio estabilizado é difícil de ser identificada, não é uma coisa que acerta de primeira. Minha dosagem já aumentou, já diminuiu, então, a gente tem que fazer o acompanhamento constante”, relatou.

E esse controle é feito por meio de exames. A cada dois meses, ela precisa fazer jejum de 12 horas e se programar. “O laboratório só atende de manhã, então às vezes, você atrasa para entrar no serviço, mas tem que fazer”, falou.

O método da USP ainda está em estudo e ainda não tem prazo para que a tecnologia seja transformada em produto, mas já é uma luz no fim do túnel para os pacientes. Paula está ansiosa com a possibilidade de fazer o exame sem sair de casa. “Facilita bastante, só o fato de você não ter que se deslocar da sua casa até o laboratório é muito mais fácil, muito mais simples”, comentou.

Outra aplicação
Além desse diagnóstico individualizado e mais rápido, buscado pelos pesquisadores, o método também poderá ser aproveitado pelas indústrias farmacêuticas. “Nós temos uma aplicação imediata. Essas indústrias podem utilizá-lo, por exemplo, no controle de qualidade para monitorar os níveis desses hormônios que são usados nos fármacos para os tratamentos de reposição hormonal”, finalizou Zucolotto.

 

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